sexta-feira, 25 de abril de 2014

Livros que assinalam os 40 anos do 25 de Abril

Compilamos 10 livros para ler no mês em que Portugal celebra 40 anos de liberdade.

Por Rita Avelar


 1.       “Capitãs de Abril” de Ana Sofia Fonseca

a esfera dos livros

No ano em que a Revolução dos Cravos celebra o seu 40º aniversário, a jornalista Ana Sofia Fonseca compila as histórias das verdadeiras guerreiras do 25 de Abril. Esta é a versão do dia mais revolucionário de Portugal e que acabou com 48 anos de ditadura, contada no feminino, onde são relatados episódios inéditos - conspirações em reuniões clandestinas, manifestos secretos, e «missões» de risco em casa, são algumas das cenas relatadas pela escritora. O “Capitãs de Abril” é um livro sobre as mulheres dos militares que entraram na história do país pelos atos de coragem que guiaram o caminho para a liberdade


2.       “Liberdade: 10 coisas que precisas de saber para não te sentires preso” de Isabel Zambujal e Inês Fonseca

Aletheia Editores

Porque histórias sobre liberdade nunca são demais, a coleção “vou pensar nisto” apresenta um novo livro sobre «coisas sérias a brincar» escritas por Isabel Zambujal e ilustradas por Inês Fonseca. Uma edição especial do Pingo Doce, este livro marca a data importante que se aproxima: os 40 anos do 25 de Abril de 1974: a data que mudou o rumo de Portugal.


3.       “1974 - o ano que começou em abril” de António Luís Marinho e Mário Carneiro

Círculo de Leitores

Este é um livro que retrata todos os acontecimentos que tiveram cujo protagonismo ficou para segundo plano, quando explodiu a Revolução dos Cravos. Os jornalistas António Luís Marinho e Mário Carneiro revelam os acontecimentos paralelos à revolução que ficaram na sombra, nesse ano: «1974 é também o ano em que, na Roménia, Ceaucescu chega ao cargo de Presidente da República, que o iria acompanhar até à morte, e em que o Arcebispo Makarios III, de Chipre, é deposto da presidência, em Julho, antecipando-se em dois meses ao Imperador Haile Selassie, na lista dos governantes depostos por golpes militares em 1974.»


4.       “Zeca Afonso - Livra-te do Medo”  de José A. Salvador

Porto Editora

Após 50 anos de «Grândola, Vila Morena» e os 40 anos do 25 de Abril, acaba de ser lançado um livro que retrata a vida de José Afonso, numa biografia única e exclusiva, que contém dados novos sobre a vida do cantor, incluindo o que encontrou documentado da perseguição pela PIDE. A obra de José A. Salvador é uma compilação de histórias ilustrada com fotografias e vários documentos inéditos dos arquivos da polícia política anterior ao 25 de Abril de 1974.


 5.       “Os rapazes dos tanques” de Alfredo Cunha e Adelino Gomes

Porto Editora

Uma verdadeira homenagem aos homens que levaram ao fim do regime ditatorial anterior a Abril de 1974, este libro apresenta imagens e testemunhos exclusivos dos homens (oficiais, sargentos e praças) que estiveram frente a frente no Terreiro do Paço e no Carmono no dia da Revolução. As fotografias de Alfredo Cunha e as entrevistas conduzidas por Adelino Gomes conduzem-nos por uma viagem do dia em que Portugal viu a luz da liberdade, e faz-nos reviver as horas de receios, de ansiedade, de tensão, de esperança, e de alegrias vividas pelos cidadãos. Os Rapazes dos Tanques simboliza em Salgueiro Maia e em todos eles a homenagem que Portugal presta a todos os homens que derrubaram a ditadura.

in http://www.maxima.xl.pt/tecno/20436-livros-que-assinalam-os-40-anos-do-25-de-abril.html

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Oficina temática - dia 23, 24 e 28 de abril



                           OFICINA TEMÁTICA
                        “Marcadores de Livros”
INSCREVE-TE e PARTICIPA – 4ªf, 5ªf  e 2ª f - 10h - 12:30 (Biblioteca)
Dinamização: Prof. Diana Felizardo
 Dia Mundial do Livro 2014 - 23 de abril

 

Assinala-se a 23 de abril o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor.

Como diz na sua mensagem a Diretora Geral da UNESCO, este é o dia para celebrar os livros como a personificação da criatividade humana e do desejo de partilhar ideias e conhecimento, para inspirar a compreensão, a tolerância e a construção de um mundo melhor.

Para festejar a data e promover o prazer da leitura, a UNESCO irá reunir, num mapa interativo disponível no seu portal online, eventos que se irão realizar no mundo inteiro, relativos a esta efeméride. Assim, todas as entidades que celebram o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor são convidadas a participar, inserindo as suas atividades no mapa da UNESCO.

Em Portugal, bibliotecas públicas e escolares aliam-se a esta efeméride, festejando o livro e a leitura ao longo do mês de abril. No site Ler em Todo o Lado podem ser encontradas informações sobre as iniciativas que decorrem em todo o país. 

In http://www.rbe.min-edu.pt/np4/1235.html

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Dia Internacional do Livro Infantil 2014

International children´s book day 2014
Comemora-se no dia 2 de Abril o Dia Internacional do Livro Infantil. Esta data, festejada desde 1967, foi escolhida pelo International Board on Books for Young People (IBBY) por celebrar o nascimento do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen.
Desde então, todos os anos um país diferente escolhe um tema, cria uma ilustração e redige uma mensagem de incentivo à leitura e chamada de atenção sobre o valor dos livros para crianças.
Imagine Nations Through Stories é o tema que serve de inspiração à mensagem e ao cartaz deste ano, com origem na Irlanda.
A efeméride é assinalada em todo o mundo por bibliotecas, escolas e outras instituições, onde escritores e ilustradores marcam presença e os mais jovens vivem a alegria e o prazer do convívio com os livros e os seus autores.
in http://www.rbe.min-edu.pt/np4/1205.html

segunda-feira, 24 de março de 2014

CONCURSO DE MATEMÁTICA PANGEA


Informamos que a comunicação dos alunos que passam à 2ª fase do PANGEA se encontra no site:
http://www.concurso-de-pangea.com.pt/
consultem o site!



sexta-feira, 21 de março de 2014

Dia Mundial da Poesia | 21 de Março

  Mensagem da SPA (Sociedade Portuguesa de Autores) da autoria do poeta e crítico António Carlos Cortez, para o Dia Mundial da Poesia

Todos sabemos da resposta de Mallarmé a Degas. Quando o pintor confessou o seu desejo de escrever poemas, dado que tinha muitas ideias, o poeta respondeu-lhe que um poema se faz com palavras, não com ideias. Julgo que neste tempo em que, de novo, as palavras parecem perder o seu sentido – à custa de tantas ideias ínvias - é urgente lembrar que o poema é trabalho de palavras. O poema é um exercício que concilia reflexão, ponderação, fidelidade ao que as palavras, na sua radicalidade, significam. W. A. Auden lembra-nos justamente que: um poeta é, sobretudo, uma pessoa que ama apaixonadamente a linguagem. Amar a linguagem é sinónimo de respeitar as palavras. Neste Dia Mundial da Poesia, é esta a mensagem que gostaria de vos enviar, deixando claro que o acto de escrever poesia não pode ser realizado levianamente, pois um poema, em chegando ao leitor, pode ser potenciador da imaginação ou, por ser pobre, um mero desfiar de ideias sem consequência. É contra essa inconsequência do acto de fazer poesia que o poeta consciente do seu trabalho se deve insurgir.
 
Neste tempo de novas indigências, a responsabilidade poética relaciona-se, portanto, com a importância que devemos voltar a dar à imaginação por meio da palavra. E nesse sentido a poesia não pode ser, também ela, uma outra forma de discurso banal, a fingir marginalidade para se dar ares de arte pobre. Essa hipocrisia é ainda uma forma de pretensão. Se a poesia é arte pobre, é-o não por pactuar com a puerilidade, mas por saber que o seu lugar é do lado das coisas simples, claras e ao mesmo tempo desafiantes. A poesia é arte pobre porque não pretende participar do comércio das palavras, não pode pactuar com a corrupção da língua, manifestação da corrupção das ideias e mentalidades. Neste Dia Mundial da Poesia convém dar a saber que uma poesia que banaliza a própria linguagem é outra coisa, mas não é poesia. Se não surpreende quem lê, não é poesia. Se não faz irromper o estranhamento, não é poesia. Podendo ser simples, devendo rejeitar a grandiloquência, a linguagem poética deve ter temperatura, uma significação que dê ao leitor a possibilidade de estremecimento.
 
Em profundidade e em extensão a poesia é um acto de cultura. Essa paixão da linguagem define o poeta como alguém que se afirma como artesão (Sophia) e, por isso, celebrar a palavra de poesia é celebrar, na verdade, todos quantos amam o homem, animal de condição verbal, ser criador de palavras, e que corrompe a sua própria humanidade quando corrompe a matéria através da qual se diz e diz o mundo. Neste tempo em que, na política, impera o capitalismo das palavras, recordando Sophia, cabe ao poeta resistir contra a deturpação a que frequentemente nos conduzem aqueles que são adeptos da palavra prática, da palavra técnica. A palavra de poesia afasta-se total e absolutamente desta época da globalização fascizante, deste tempo de traição a projectos fundadores da nossa identidade. A poesia esteve na rua em Abril de 1974. Tem estado na rua contra aqueles que têm como único projecto a destruição da nossa liberdade e das nossas condições de vida. Contra a superficialidade e a ditadura do banal, que pode ser a palavra de poesia? Pode e deve ser palavra artística, exercício de liberdade imaginativa, de associação livre de sons, sentidos e experiências. Por isso ela é palavra perigosa, pois cria sempre a possibilidade de uma heterodoxia.
 
Lembremos Ruy Belo: ao contrário da palavra útil, a de poesia procura libertar-se (e libertar o Homem) da pulsão de morte que, actualmente, nos ameaça, ora de modo subtil, ora de modo declarado. Falo, para além do fetichismo tecnológico, da ditadura dos mercados, da alienação publicitária, da obsessão pelas estatísticas. Mas também me refiro a novas formas de totalitarismo: o emprego precário tornado algo aceitável e até normal; a ideia de que todos teremos vivido acima das nossas possibilidades... A responsabilidade, neste Dia Mundial da Poesia, é também de ordem ética e não só estética. Devemos dar a ler, nomeadamente na Escola, os nossos poetas, ensinar, com rigor e entusiasmo, textos de quantos, inquirindo a linguagem, exaltaram o Homem e a vida. Tudo isto porque é contra o Homem e a vida que a teologia financeiro-político-bancária tem agido, seja em Portugal, seja na Europa da oligarquia burocrática.
 
No fundo, celebrar o Dia da Poesia é celebrar a dignidade com que, por meio da arte, celebramos «a fiel dedicação à honra de estar vivo», para lembrar Jorge de Sena. E não, não se veja aqui qualquer espécie de serôdio romantismo ou de crença num qualquer poder xamanístico reservado ao poeta. A poesia, é certo, continuará sendo o reduto de poucos. E o poeta alguém que, apaixonado pela linguagem, procura responder à ditadura da palavra prática. A poesia é, por tudo isto, um irrevogável: é fiel ao facto de ser linguagem – linguagem que sabe dizer não quando se atravessa o deserto de um mundo pautado pela lei do dar o dito por não dito. É irrevogável, a poesia. E sabe bem o que isso quer dizer.
 
António Carlos Cortez
in http://www.spautores.pt/destaques/dia-mundial-da-poesia-21-de-marco-2